quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

AS DUAS VINDAS DO MESSIAS DE ISRAEL

 


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25 Então Jesus disse-lhes: “Vocês não estão a ser sensatos! É assim tão difícil crer em tudo o que os profetas escreveram nas Escrituras? 26 Não foi claramente predito por eles que o Cristo teria de sofrer todas estas coisas antes de entrar na sua glória?” 27 E fez-lhes compreender as Escrituras, começando com os livros de Moisés e dos profetas, explicando o que esses textos diziam a seu respeito". 

(Lucas 24:25-27)".

"7 Certamente o SENHOR Soberano não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas". 

(Amós 3:7)

Se tudo estava profetizado nas Escrituras (que na época, só se referiam ao Velho Testamento), onde encontramos nas Escrituras as duas vindas do Messias?

Acredito que se o Messias é o cabeça de Israel, como pode o corpo sofrer (com o exílio, a destruição dos templos, as perseguições, inquisição, holocausto etc.), e a cabeça não sentir? Cabeça e corpo padecem para juntos reinarem, para terem o mesmo mérito, para que não digam: "Por que eles reinam sobre nós? O que fizeram para merecer isso?" Padeceram para curar as nações, o filho primogênito que guiará os demais filhos à obediência. 

Assim como Yosef (José), ficou oculto no Egito (entre os pagãos), de modo que nem mesmo seus irmãos (os judeus) o reconheceram, tendo-o como morto, não o reconheceram em vestimentas pagãs, e isso foi benefício para os pagãos (gentios convertidos à Cristo) que o reconheceram como soberano, enquanto seus irmãos (judeus) padeciam em sofrimento, tendo Yosef (José) padecido também (vendido por seus irmãos, lançado na prisão), pois a cabeça não pode padecer sem o corpo sentir, nem o corpo padecer sem a cabeça sentir, assim também como o próprio Yosef (José) se revelou a seus irmãos, e só então o reconheceram, acredito que o Messias se revelará a seus irmãos (judeus) no tempo designado. 

‘’Nas obras do famoso místico da Torah, Rabino Yitschak Luria (mais conhecido como o Ari Hacadosh), esta escrito que, antes de Mashiach (Messias) se revelar completamente, ele estará oculto de maneira semelhante à de Mosheh [Moisés] quando ele subiu ao Monte Sinai para receber a Torá. O povo se iludiu ao pensar que ele havia morrido, mas na verdade ele estava vivo, e mais tarde ele desceu e nos deu a Torá.’’

Sobre o ocultamento de Mashiach (Messias) é dito: ‘’Depois de Mashiach (Messias) se revelar completamente todos os judeus o reconhecerão e se reunirão à sua volta’’. Além disso, Rashi escreve no final do livro de Daniel sobre as palavras ‘’Feliz é aquele que espera’’, que ‘’Nosso Mashiach (Messias) esta destinado a se ocultar depois da sua revelação, e voltará para ser revelado’’

“O Messias nas Portas de Roma” é uma história tradicional, Mashal ou parábola na tradição judaica, do Talmude Babilônico, Sanhedrin 98a.

O rabino Joshua ben Levi (que viveu na primeira metade do terceiro século), enquanto meditava perto do túmulo do rabino Shimon Bar Yohai, foi visitado pelo profeta Elias. “Quando o Messias virá?” perguntou Joshua. “Pergunte a ele”, respondeu o Profeta. “O Messias está nos portões de Roma, sentado entre os pobres, os enfermos e miseráveis. Como eles, ele muda as amarras de suas feridas, mas faz uma ferida na hora, a fim de estar pronto a qualquer momento. “ - Como Yosef (José), que estava oculto entre os gentios (no Egito), assim também está o Messias em Roma (cristianismo), oculto de seus irmãos (judeus) entre os gentios.

Então Joshua foi a Roma e encontrou o Messias e cumprimentou-o, dizendo “paz sobre ti, Mestre e Mestre” e o Messias respondeu “paz sobre ti, ó filho de Levi”. Josué então perguntou: “Quando você virá?” e foi dito “hoje!”. Josué voltou para Elias e foi perguntado o que o Messias disse. “Paz sobre ti, ó filho de Levi”, Josué respondeu, e Elias lhe disse que isso significava que ele e seu pai teriam um lugar no mundo vindouro. Josué então disse que o Messias não havia lhe dito a verdade, porque ele havia prometido vir hoje, mas não havia. Elias explicou: “Isto é o que ele disse a ti, Hoje, se ouvirdes a sua voz”, uma referência ao Salmo 95: 7, tornando sua vinda condicional com a condição não cumprida. - O Messias está hoje ao alcance de qualquer judeu que ouvir sua voz, que está no Evangelho pregado entre os gentios.

"Pois eu digo que vocês não me verão mais, até que digam:" “Bendito é o que vem em nome do Senhor!”  (Mateus 23:39)


Em Daniel, vemos que o Messias seria morto após a reconstrução do segundo templo, e antes de sua destruição (Dn 8:24-27; Ed 1:1-11), ou seja, durante o período em que Israel estava ainda sob o domínio de Roma. Creio se tratar de uma manifestação messiânica ocorrida em duas fases. Uma com sua morte na condição de servo sofredor, onde seria comparado ao cordeiro (Sl 2 e Is 53). Após sua morte, assentando-se à direita de Elohim até o tempo determinado para a instauração de seu reinado (Dn 7:13, 14; Sl 110).

No Zohar, Shemot 8b, um livro sobre misticismo judaico, encontramos descrito tais palavras: ‘’Ele levará uma vida normal no mundo (Primeira vinda); o espírito de Mashiach (Messias) no Gan Éden Celestial será concedida a ele (O espírito de Elohim estaria Nele), ele será escondido ascendendo aos céus (Sua ascensão) e só então será revelado e recebido por Israel (Seu retorno)’’.

No Talmude judaico, no tratado de sanhedrin 98a, os sábios discutem uma aparente contradição nos textos de Dn 7:13 (elevado nas nuvens do Céu) e Zc 9:9 (Homem pobre montado num jumento). Eles resolvem este caso, afirmando que se Israel for merecedora e tiver méritos ele viria nas nuvens, caso contrário, apareceria como um homem de dores, experimentado nos trabalhos (Is 53) e montado num jumentinho.

A tradição judaica fala de dois redentores, cada um chamado Mashiach (Messias). Ambos estão envolvidos na inauguração da era messiânica. Eles são Mashiach ben David (Messias Filho de Davi) e Mashiach ben Yossef  (Messias Filho de José), este último, haveria de morrer:  "eles o prantearão como quem pranteia por um filho único." ( Zacarias 12:10).

Mas onde está oculto esse ensinamento nas Escrituras? Como pode a Bíblia descrever um Messias sofredor, e um vindo cheio de glória para governar? 

João Batista fez esse questionamento: “És tu aquele que há de vir ou devemos esperar outro?” (Lucas 7:19-23 e em Mateus 11:2-11). 

Ele não tinha dúvidas de que Jesus era "o cordeiro que tira o pecado do mundo", ou seja, o Messias sofredor, que morreria pelos pecados de seu povo. O que ele questionou, é se ele também seria o Messias que viria em glória para julgar e redimir o mundo, ou se seria outro. E Jesus responde que ele mesmo era tanto o Messias sofredor, o cordeiro que tira o pecado do mundo, quanto o Filho do Homem que desce das nuvens cheio de glória.

E onde está oculto esse conhecimento?

"13 Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele".

"14 E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído". (Daniel 7:13-14).

Daniel posteriormente, é também chamado como filho do homem:

"17 E veio perto de onde eu estava; e, vindo ele, me amedrontei, e caí sobre o meu rosto; mas ele me disse: Entende, filho do homem, porque esta visão acontecerá no fim do tempo". (Daniel 8:17).

Temos também uma expressão semelhante a filho do homem, mas se referindo a seres de aparência celestial. Em Daniel 3:25, Nabucodonosor vê uma quarta pessoa em meio à fornalha de fogo e identifica-a como "um filho dos deuses".

Filho, nesses casos, se refere não somente ao significado conhecido do termo, mas de origem, descendência. Por exemplo: Filho de Abraão, Filho de Davi. Sendo assim, Nabucodonosor olhou o quarto homem na fornalha, e reconheceu que sua aparência era diferente, como se sua "origem" não fosse terrena, mas dos Céus, era semelhante a um "filho dos deuses".

O mesmo se deu quando Daniel viu nos Céus, um semelhante a um filho do homem. Ou seja, aquele que vinha cheio de glória nas nuvens, não tinha a aparência de um anjo, mas de alguém nascido do ventre humano, na Terra, um filho do homem como Daniel. Ora, para um filho do homem estar nos Céus, ele teve que subir certo? Pois se nasceu de mãe humana, em algum momento ele teve que ascender aos Céus, para depois, conforme a visão de Daniel, estar retornando, vindo nas nuvens.

Por isso Jesus refere a si mesmo como filho do homem. Ele seria aquele que ascenderia, para no final retornar em sua glória. Isso logicamente, implica em duas vindas do Messias, satisfazendo a todas as profecias. 

Que o Espírito Santo ensine.



terça-feira, 27 de setembro de 2022

A VERDADEIRA ORAÇÃO QUE É EM SI MESMA O CUMPRIMENTO DELA MESMA

"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem".

"Porque por ela os antigos alcançaram testemunho".

"Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente". (Hebreus 11:1-3)

Jesus é o autor e o consumador da nossa salvação, portanto não há julgamento para todo aquele que nele crer, e que nele depositar todas as suas esperanças e anseios, que tem certeza que na sua Cruz foram cravadas todas as suas enfermidades e dívidas, e que nele descansar, e que por ele regozijar já nesse mundo, uma porção do Paraíso Vindouro, como que de olhos fechados antecipando uma deliciosa refeição posta à mesa através de seu odor agradável, que deleita o olfato e faz salivar a sua boca. Esse crente vive uma história da qual já conhece o final, e que através de seus pensamentos, falas e ações, apenas desfruta de seu desenrolar, como que assistindo seu corpo e alma serem movidos como uma folha solta ao vento, pelo Espírito Santo de Deus, o penhor como posse antecipada da sua salvação, o sinal prometido e a prova experimentada da promessa cumprida de Cristo, e de que aquele que prometeu não será, mas também já é fiel em cumprir, pela mesma palavra que sustenta o brilho das estrelas e o nascer do Sol a cada dia. Ninguém vai dormir temeroso de que o Sol não irá nascer, assim também o crente não teme o mal que não pode lhe sobrevir a não ser por aquele que até o mal se dobra, obedece e teme, e este já encerrou o julgo do mal na Cruz para sempre, destronou a morte e despedaçou o pecado e seu julgo de escravidão. 

A oração deste crente, que descansa no Senhor, se desenrola em sua vida deixando de ser pedidos para se tornar agradecimentos, porque a oração inspirada pelo Espírito Santo já é o cumprimento da mesma para quem está em Cristo Jesus, visto que este mesmo põe essas palavras na boca do que ora com fé, como certeza de que as mesmas brilharão como Sol que nascerá na próxima manhã.

Que em breve todas as suas orações se cumpram em si mesmas, que sejam como vestes que te cobrem todas as manhãs.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

A BELEZA POÉTICA DA CRIAÇÃO DO HOMEM

Deus Criou os Céus e a Terra pela sua Palavra, mas o homem, ele desceu e moldou do barro, sujando suas mãos. Ele se inclinou e soprou o fôlego de vida em suas narinas. E a primeira visão que o homem teve ao abrir os olhos, foi Deus, que estava inclinado sobre ele. Não devemos sentir inveja de Adão, pois não é diferente conosco. Deus veio e teve as mãos sujas de sangue por nós na Cruz. Sopra em nós o seu Espírito Santo. E a primeira visão que teremos ao abrir nossos olhos (na morte) será Deus, aguardando por nós nos Céus desde a fundação do mundo.


Obs.: É apenas um texto poético sem bases teológicas, apenas minha imaginação admiradora. 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Especismo


Especismo é o ponto de vista de que uma espécie, no caso a humana, tem todo o direito de explorar, escravizar e matar as demais espécies de animais por considerá-las inferiores.[1] O termo foi criado e é usado principalmente por defensores dos direitos animais para se referir à discriminação que envolve atribuir a animais sencientes diferentes valores e direitos baseados na sua espécie, nomeadamente quanto ao direito de propriedade ou posse. - Wikipédia

É totalmente arbitrário qualquer um de nós, determinar qual espécie pode ser consumida. Desde bactérias aos grandes mamíferos, todos os seres tem vida. Há pessoas que juram poder sentir as plantas, e há religiões filosóficas que consideram toda forma de vida sagrada. Há alguns séculos, com uma ciência obtusa e preconceituosa, aliada a interesses econômicos/políticos/imperialistas e com a omissão de certas religiões, seres humanos de outras etnias foram considerados inferiores e descartáveis. Quem pode garantir, que não sejamos considerados bárbaros sanguinolentos pelos seres humanos do futuro, pela forma como tratamos os animais e as próprias plantas?

Precisamos no entanto lembrar, que não somos seres alienígenas. Somos frutos da natureza, da evolução biológica, e portanto nossos prédios e sucatas eletrônicas fazem tanto parte da natureza, quanto as casas construídas por marimbondos. Mas temos consciência, e isso deveria nos trazer mais responsabilidade sobre a forma como utilizamos os recursos da natureza, visto que somos nós também a natureza. Assim como nosso corpo precisa de descanso, de alimentação e uso sustentável, assim também é com a natureza que também somos nós.

A questão não é o que podemos comer, mas como devemos comer. Não devemos julgar o que outro come, mas avaliar como comemos. Nós também seremos alimento de vermes, seremos adubo para a terra, seremos e somos parte do ciclo da vida. Mas espiritualmente, temos uma responsabilidade a mais.

Os animais são como máquinas biológicas que cumprem a vontade de Deus. Até mesmo uma pedra ao ser largada, cumpre a vontade de Deus quando é atraída pela gravidade. Não fazem nem o bem, e nem o mal, fazem o que são programados para fazer. O gato que brinca com sua vítima não é cruel, só está cumprindo sua programação. A cachorra que arrisca sua vida para salvar seus filhotes, só está cumprindo sua programação, por mais fofa que parece a cena. A aranha que embosca sua vítima, parece uma vilã, quando só está buscando seu alimento, de acordo com sua programação. Mas o homem, este tem o poder de desobedecer à Deus, de fazer o bem, ou o mal, a si mesmo, e aos que o cercam.

Cada vida que consome, animal ou vegetal, vai fazer parte de você, vai ser sacrificada para que você ande, respire, pense, aja. Aquele animal ou vegetal, sem o poder para fazer o bem ou mal, vai ser utilizado para te mover, e você poderá levar sua vida, seu sacrifício, a ser utilizado tanto para o bem, quanto para o mal. Aquele boi pode ter sido sacrificado para mover o corpo de alguém que salva vidas em um hospital, ou que milita pelos direitos dos animais, ou para mover o corpo de um criminoso que desvia dinheiro público, ou mesmo de um garoto sedentário que desperdiça não só sua vida, mas de tudo que consome, de frente para uma TV ou da tela de um computador. 

A Bíblia afirma: “Sede férteis e multiplicai-vos! Povoai e sujeitai toda a terra; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todo animal que rasteja sobre a terra!” 29E acrescentou Deus: “Eis que vos dou todas as plantas que nascem por toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes: esse será o vosso alimento!" Gênesis 1:28

Aparentemente, o propósito de Deus é de que o homem fosse uma espécie de vegetariano (ou vegano?), assim como era o propósito de Deus, de que o homem não morresse, não adoecesse, não escravizasse uns aos outros, que o homem não dominasse a mulher, ou que esta sentisse as dores do parto. Mas foi esse o caminho que o homem escolheu trilhar, um caminho que escolhemos todos os dias, ao optar por comer um McDonald´s ao invés de um prato com alimentos saudáveis, ao optarmos por ficarmos o dia todo de frente ao computador, ao invés de praticar exercícios físicos e nos dedicarmos a um esporte, ao procurarmos sexo fácil ao invés de um relacionamento estável e saudável, ao fazermos pesquisas rápidas na internet ao invés de nos aprofundarmos nos assuntos necessários, ao preferirmos o elevador a subir as escadas, e sabendo Deus da nossa imperfeição necessária para a nossa evolução e crescimento individual, ele nos "permite" (não que ele aprove, como não aprova a morte, as doenças etc.) comer carne, desde que algumas recomendações (já que o mal é inevitável, visto que o ser humano precisa trilhar seu próprio caminho de acordo com seu livre-arbítrio, opta-se por um mal menor).

Aqui estão alguns exemplos de legislação judaica sobre o tratamento ético aos animais:

É proibido causar sofrimento aos animais – tzaar ba'alei chaim. (Talmud – Baba Metzia 32b, baseado em Shemot 23:5).

A pessoa é obrigada a aliviar o sofrimento de um animal (i.e., torná-lo mais leve), mesmo se o animal pertencer ao seu inimigo. (Shemot 23:5)

Se um animal depende de você para o sustento, é proibido comer antes de alimentar o animal. (Talmud Berachot 40a, baseado em Devarim 11:15)

Somos obrigados a conceder aos nossos animais um dia de descanso no Shabat. (Shemot 20:10)

É proibido usar duas espécies diferentes para puxar o mesmo arado, pois é injusto para com o animal mais fraco. (Devarim 22:10)

É proibido cortar e comer o membro de um animal vivo. (Bereshit 9:4; esta é uma das leis Noachidas que se aplicam tanto a judeus como a não-judeus).

Shechitá (abate ritual) deve ser feito com o mínimo de sofrimento para o animal. A lâmina deve ser meticulosamente examinada para assegurar a forma de morte mais indolor possível. (Chinuch 451; Pri Megadim – Introdução às Leis de Shechitá).

Caçar animais por esporte é visto com séria desaprovação pelos nossos Sábios (Talmud - Avodá Zara 18b; Noda BeYehuda 2-YD 10).

Além das recomendações bíblicas para não desperdiçarmos alimentos, dividirmos o alimento com os menos favorecidos, não maltratarmos os animais, prover uma vida digna aos animais, sacrificarmos suas vidas sem dor e com imenso respeito e pesar, devemos também nos atentar para a responsabilidade que recai sobre nós, quando uma vida é sacrificada para que possamos continuar nos movendo. 

Que seja para o bem, toda vida consumida para que a nossa continue. Honremos toda vida que nos deu sustento. Quanto mais a vida daquele, que se sacrificou para que você viva para sempre nos braços do Pai.


 

sexta-feira, 12 de junho de 2020

O PROFESSOR ARROGANTE

No Curso de Medicina, o professor se dirige ao aluno e pergunta:

— Quantos rins nós temos?

— Quatro! – responde o aluno.

— Quatro? – replica o professor, arrogante, daqueles que sentem prazer em tripudiar sobre os erros dos alunos. — Tragam um feixe de capim, pois temos um asno na sala. – ordena o professor a seu auxiliar.

— E para mim um cafezinho! – replicou o aluno ao auxiliar do mestre, arrancando risadas da turma.

O professor ficou irado e expulsou o aluno da sala. Ao sair da sala, o aluno ainda teve a audácia de corrigir o furioso mestre:

— O senhor me perguntou quantos rins 'NÓS TEMOS'. 'NÓS' temos quatro: dois meus e dois seus. Tenha um bom apetite e delicie-se com o capim.

A vida exige muito mais compreensão do que conhecimento, e até mesmo o mais sábio pode se passar por tolo pela sua arrogância.

ESSE É TODO O UNIVERSO OBSERVÁVEL